Um dia deste estava com a TV ligada e uma pergunta me chamou a atenção:
“… ok – dizia a apresentadora – mas por quem você VIVERIA?”
Voltei um pouco para ver sore o que eles conversavam e, afinal era sobre parentalidade consciente, e nisso um dos pais presentes disse que amava tanto o filho que “morreria por ele”, e foi quando recebeu de volta a pergunta acima.
Nem precisei assistir mais para refletir sobre isso, olha que interessante!
Morrer, por mais que soe dramático e muito poétio é extremamente fácil se comparado ao VIVER.
Vamos juntos e juntas neste raciocínio, mas antes, ajusta nem que seja um pouquinho a sua postura, se interessa por cuidar da sua estrutura para nutrir a sua atenção, alonga o pescoço se for preciso, faz uma respiração consciente, note como isso muda o restante da sua leitura (e do seu dia) 😉
Voltando…
Você viveria bem por quem ama?
Cuidaria do seu corpo, da sua alimentação por quem ama?
Deixaria de lado, por difícil que seja, os hábitos que te fazem mal por quem ama?
Construiria uma rotina saudável, sorriria mais, estaria mais presente por quem ama?
Teria uma vida mais simples para ter mais disponibilidade por quem você ama?
Respira de novo.
Sabe, há um tempo atrás ler estas questões seria como sentir um tapa na cara para mim, mas hoje não. Hoje, ao ler essas palavras, sinto uma enorme alegria e gratidão pela minha filha ter entrado na minha vida porque quando faltou o amor necessário por mim, foi por ela que quis viver melhor.
Lembro direitinho de ver como não importava o que eu desse para ela comer, quando estava fazendo a transição entre o leite e a comida, ela aprendia a comer o que eu e o meu marido comíamos. E com essa lição, notei que eu precisava me sentir bem se quisesse que ela sentisse o mesmo, e graças à isso estou aqui escrevendo este texto.
Por isso, qualquer que seja a sua relação interna, aquela que você tem com você mesma, com você mesmo, tem alguém na sua vida que vai ser feliz a partir da sua felicidade.
De novo, é difícil. Mas quando estamos juntos nos apoiamos nessa tarefa. E embora não existam expectativas na prática de mindfulness, é uma atividade que fortalece a nossa resiliência e confere liberdade de escolha a cada momento: COMO você quer se sentir a cada momento?
Com amor,
Cíntia Thurler